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E eu continuo esperando todo
dia a ligação do cara que eu amo. Estou sempre esperando. Se eu fosse contar
quantas vezes esperei, poderia dizer que nunca esperei tanto em toda a minha
vida.
Tem hora que eu sei que ele não vai ligar, mas mesmo assim eu espero. Depois de certo tempo, a gente se acostuma.
Ele é quem eu amo e por isso insisto nisso. Mas aí lembro que ele não me ligar ou porque está ocupado demais se importando com coisas fúteis ou porque não me considere tão importante assim que tenha que me ligar sempre.
Aí eu acordo e percebo que durante a noite ele não ligou, nem mandou mensagem, nem nada. Passa o dia e eu fico bem, até meu celular tocar e não ser quem é que eu estava esperando. É frustrante, eu sei. Depois de tanto tempo, já era pra eu ter me acostumado...
Começa a novela e eu fico entretida e esqueço da ligação, mas é por pouco tempo. Eu lembro que ele ainda não me ligou e sinto aquela vontade imensa de dizer "Passei o dia inteiro querendo te ligar só pra dizer que sempre que me lembro, sinto a sua falta". Mas deixo em segredo essa minha parte de amar e mantenho meu ar de orgulhosa e de forte. Me deito e coloco o celular do meu lado, caso ele me ligue mais tarde ou de madrugada ou quando ele pensar em mim e calhar de me ligar.
Ele me liga e eu finjo que nada aconteceu, que continua a mesma coisa. Ele pergunta se eu estou bem e o que é que eu estava fazendo que não liguei pra ele. Respondo "nada" quase gritando que eu não liguei porque queria saber se ele estava pensando em mim o mesmo tanto que eu, e sei lá, assim, quem sabe, me ligaria pra dizer que sentiu a minha falta.
Eu tento atender depois de nove segundos, mas a vontade de ouvir a voz dele é bem maior do que ter que mostrar difícil e ocupada.
Ele aparece e diz que não pode ficar muito tempo, diz que tem muita coisa pra fazer e que não pode ficar mais. Minha vontade é de dizer "Fica mais um segundo, fica mais uns minutos comigo. Fica!" Concordo com a cabeça e mantenho em segredo a minha vontade de pedi-lo pra ser meu por mais algumas horas, mesmo que de fingimento, mesmo que na minha cabeça, mesmo...
"Te ligo mais tarde" é o que ele sempre fala, "Vou esperar você ligar" é o que respondo.
Tem hora que eu sei que ele não vai ligar, mas mesmo assim eu espero. Depois de certo tempo, a gente se acostuma.
Ele é quem eu amo e por isso insisto nisso. Mas aí lembro que ele não me ligar ou porque está ocupado demais se importando com coisas fúteis ou porque não me considere tão importante assim que tenha que me ligar sempre.
Aí eu acordo e percebo que durante a noite ele não ligou, nem mandou mensagem, nem nada. Passa o dia e eu fico bem, até meu celular tocar e não ser quem é que eu estava esperando. É frustrante, eu sei. Depois de tanto tempo, já era pra eu ter me acostumado...
Começa a novela e eu fico entretida e esqueço da ligação, mas é por pouco tempo. Eu lembro que ele ainda não me ligou e sinto aquela vontade imensa de dizer "Passei o dia inteiro querendo te ligar só pra dizer que sempre que me lembro, sinto a sua falta". Mas deixo em segredo essa minha parte de amar e mantenho meu ar de orgulhosa e de forte. Me deito e coloco o celular do meu lado, caso ele me ligue mais tarde ou de madrugada ou quando ele pensar em mim e calhar de me ligar.
Ele me liga e eu finjo que nada aconteceu, que continua a mesma coisa. Ele pergunta se eu estou bem e o que é que eu estava fazendo que não liguei pra ele. Respondo "nada" quase gritando que eu não liguei porque queria saber se ele estava pensando em mim o mesmo tanto que eu, e sei lá, assim, quem sabe, me ligaria pra dizer que sentiu a minha falta.
Eu tento atender depois de nove segundos, mas a vontade de ouvir a voz dele é bem maior do que ter que mostrar difícil e ocupada.
Ele aparece e diz que não pode ficar muito tempo, diz que tem muita coisa pra fazer e que não pode ficar mais. Minha vontade é de dizer "Fica mais um segundo, fica mais uns minutos comigo. Fica!" Concordo com a cabeça e mantenho em segredo a minha vontade de pedi-lo pra ser meu por mais algumas horas, mesmo que de fingimento, mesmo que na minha cabeça, mesmo...
"Te ligo mais tarde" é o que ele sempre fala, "Vou esperar você ligar" é o que respondo.
Marcadores:colaboradora,reflexão,textos | 0
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Quem me tem no Facebook viu que essa semana, postei um texto que recebi de um amigo e que eu gostei muito, muito mesmo. Talvez não seja nada de mais, mas como gosto de compartilhar tudo aqui no blog com vocês, resolvi criar esse post pro final de semana, já que não temos post fim de semana,né? Tenho certeza que além de servir como reflexão para cada uma de vocês, vai nos fazer parar pra pensar um pouco sobre certas atitudes nossas de cada dia que podem machucar o outro e a si mesmo. Fiquem com Deus e bom descanso!
Relacionamentos acontecem. Você não precisa força-los. Tampouco apressá-los. Pessoas ficam juntas porque querem, no momento em que decidem juntas. Querer já é muito e ajuda a eliminar algumas dúvidas. As dúvidas existem porque pensamos nelas. E tudo está sujeito ao engano. É incontrolável. Como evitar cair em relações de dependência? Seja responsável por você: pensamentos, sentimentos e atos. Parece banal, mas não é. Não tente impor ao outro sua responsabilidade com relação a você mesmo. Ele gosta de você, mas não é tão responsável por você assim. Você responde por você, ele responde por ele. Amor não se cobra. Atenção também não. Carinho muito menos. Tenha isso em mente. Não tenha a obrigação de corresponder às expectativas do outro em todos os momentos. Ele as criou. Não o obrigue a corresponder às suas expectativas em todos os momentos. Você as criou. A moeda da culpa é muito alta. Não se culpem à toa. Não usem chantagens baratas, usem as mais elaboradas, em momentos oportunos. Não somos animais de estimação: não tentem se domesticar. Não somos animais selvagens: não tentem se enjaular. Não estejam nem queiram estar presentes na vida um do outro o tempo todo. Ninguém nasce com duas sombras. E quando estiverem longe, não se liguem toda hora. Todo mundo pode esperar. Na vida é bom saber detectar o que é urgência de fato. O resto é controle. Não ligue antes de dormir para saber onde ele está com a desculpa “só liguei pra dar boa noite”. Você não é mãe dele e vocês não têm 12 anos. Só liguem quando quiser, ou precisar, e não porque ele quer que ligue. Não deixem que os monstros da comunicação instantânea assombrem. Um SMS não respondido imediatamente, uma ligação sem retorno, ficar um dia sem se falar: não foi nada! Vocês não precisam checar o celular um do outro, fuçar as redes sociais, ter acesso aos e-mails pessoais. Quem inventou essa loucura? Não se controlem a ponto de ficarem com preguiça de se ver. Não aceite ser a polícia, o juiz ou o algoz de que você gosta. Sejam, menos ainda, vítimas um do outro. Não façam planos vitalícios com ninguém. E não se culpem por isso. Conversem sobre tudo, mas não discutam todos os lados da relação sempre. Incentivem-se, mas não virem o senso de direção um do outro. Não faça surpresas demais, não agrade demais. Ele não é seu filho único. Repito, que se vocês estão juntos é porque querem estar. Isso já é tão belo. Tenha assuntos e amigos pessoais, ele não deve ser seu único assunto e interlocutor. É sempre bom ter o que fazer na vida. Trabalho e lazer. É recomendável ter muitas coisas para pensar, como ideias e viagens. Hoje você vai sair sem ele e tudo bem. Amanhã ele vai viajar sem você e tudo bem. Hoje você vai encher a cara com seus amigos. É sempre bom. Depois de amanhã vocês podem ir ao cinema juntos! Então saibam se divertir juntos. E saibam se divertir um sem o outro. Não se violentem. A tortura é uma técnica menor. Pode dormir na casa dela, mas lembrem-se: você não mora lá. Pegação não é flerte. Flerte não é paixão. Paixão não significa romance. Romance não é namoro. Namoro não é casamento. Casamento não é virar uma pessoa só. Duas bocas, oito membros, duas cabeças, dois corações, dois organismos que só se comunicam com o mundo usando verbos na primeira pessoa do plural. Isso é mutação. Briguem por motivos reais. Tenham ciúme por motivos reais. 90% dos casos os motivos não são reais. Você tem passado. Ele tem passado. Ciúme do passado é motivo irreal. Você tem seus segredos. Ele tem os segredos dele. Respeitem-se. Aprendam a ensinar que respeito não envolve hostilidade. Tudo isso não quer dizer que ele tem outra pessoa, que você se apaixonou por outra pessoa ou que vocês se gostam pouco. Tudo isso vai fazer vocês gostarem mais um do outro. Antes de você existir na vida dele ele já existia. Existir não é tarefa fácil. Tem que deixar a existência arejada, sempre, pra poder existir ao lado de alguém. Mais disposto e com mais vontade. Que bom que você chegou na vida dele. Mas ele não nasceu de novo. Tudo vai se adaptar ao novo cenário. Tenham paciência. É exercício. Tentem cortar as ilusões de domínio: não funcionam com territórios, não funciona com conhecimento, nunca vai funcionar com pessoas. Isso adia os finais trágicos das relações possessivas. E torna as relações mais inspiradoras. Essas duram mais. No pós-romance as pessoas não precisam explicar tanto. Elas estão juntas porque querem. Isso basta. Fim
Marcadores:leitura,reflexão,relacionamentos,texto | 0
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